Afinal Tiririca sabe ler e escrever

DEPOIS de muita polémica, eis a confirmação: Tiririca sabe ler e escrever e, por isso pode assumir o seu cargo de deputado federal eleito por São Paulo com mais de um milhão de votos. Francisco Everardo Oliveira Silva (PR-SP), mais conhecido por Tiririca, teve êxito no teste de leitura e escrita feito nesta quinta-feira pela Justiça Eleitoral. Maputo, Sábado, 13 de Novembro de 2010:: Notícias


Walter de Almeira Guilherme, presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), contou que Tiririca fez um ditado tirado de um livro editado pelo tribunal: “Justiça Eleitoral, uma retrospectiva”.

A frase ditada foi extraída aleatoriamente de um livro da Justiça Eleitoral. “A promulgação do código eleitoral em Fevereiro de 1932 trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”.



Ainda de acordo com o presidente do TRE-SP, Tiririca teve de ler uma notícia de jornal e fazer uma interpretação do que leu e escreveu.



O presidente do TRE-SP ressaltou, porém, que a decisão sobre a diplomação de Tiririca caberá ao juiz Aloízio Silveira, da primeira zona eleitoral.



A polémica começou depois de uma reportagem da revista Época, poucas semanas antes da eleição, apontando que Tiririca era analfabeto, de acordo com pessoas que trabalhavam e conviviam com ele.



No acto do registo da candidatura, Tiririca, assim como todos os candidatos, entregou um documento atestando que tinha o primeiro grau incompleto, mas que sabia ler e escrever. O documento foi submetido à perícia, que apontou irregularidades na caligrafia - uma pessoa poderia ter escrito por Tiririca, diziam.



O humorista recusou-se a fazer a perícia do documento, o que foi aceite pelo TRE-SP, já que ninguém é obrigado a produzir uma prova contra si mesmo.



E assim o deputado federal Tiririca será diplomado.

Obama confunde chinês com sul-coreano

O PRESIDENTE dos Estados Unidos, Barack Obama, viveu ontem um momento embaraçoso na sua conferência de imprensa, após a cimeira do grupo das 20 principais economias mundiais, ao confundir um jornalista chinês com um sul-coreano.Maputo, Sábado, 13 de Novembro de 2010:: Notícias


"Vou aceitar uma pergunta de um meio de informação sul-coreano, visto que os senhores foram tão bons anfitriões durante a minha estadia", disse Obama, concedendo uma pergunta a um jornalista na primeira fila. "Acho que vou precisar de tradução. De facto, é certo que vou necessitar de tradução, o meu coreano não é assim tão bom", acrescentou.



O jornalista, já com o microfone na mão, respondeu: "Muito obrigado, senhor Presidente, mas eu não sou coreano, sou chinês". Obama, evidentemente desconcertado, fez uma ameaça de negar-lhe a pergunta, ao indicar que queria que um jornalista da nação anfitriã da cimeira lhe fizesse uma pergunta. Sem se amedrontar e sem ceder o microfone, o repórter chinês dirigiu-se aos seus colegas: "Vocês se importam que eu faça uma pergunta em vosso nome?" "Temos aqui um pouco de conflito", replicou Obama.



"Há algum jornalista coreano que queira fazer uma pergunta? Algum voluntário?" Nenhum dos repórteres coreanos pareceu aceitar a oferta. O Presidente norte-americano optou então por responder à pergunta do jornalista chinês e, depois, concedeu uma última questão a um órgão de comunicação social sul-coreano.

G20 contra desvalorização competitiva das suas moedas

OS líderes das 20 economias mais desenvolvidas do mundo comprometeram-se ontem a evitar a desvalorização competitiva das respectivas moedas e manifestaram-se prontos a adoptar novas regras bancárias, com o objectivo de tornar as instituições financeiras mais resistentes.
Maputo, Sábado, 13 de Novembro de 2010:: Notícias

A actual crise económica e financeira que está a afectar a generalidade do mundo foi o tema sempre presente na cimeira do G20, que terminou ontem em Seul, depois de dois dias de longos debates, com os respectivos dirigentes a manifestarem preocupação pelas instituições financeiras sistémicas, ou seja, as que representam um risco para o restante sistema financeiro caso apresentem problemas.
Durante os dois dias em que debateram os problemas que as economias mundiais enfrentam actualmente, os líderes do G20 anunciaram a aplicação de novas regras aos bancos, regras essas baptizadas com o nome de Basileia III, as quais deverão entrar em vigor a partir de 2013 e incluir o aumento dos fundos próprios das instituições bancárias até 1 de Janeiro de 2015. Outro dos temas em debate, e que se reflectiu no comunicado final divulgado, foi a importância da coordenação das políticas económicas num mundo globalizado, com os líderes a alertarem que a ausência de uma acção conjunta poderá ter consequências desastrosas “para todos”. Nesse sentido, e em jeito de exemplo da acção que deverá existir no futuro, os dirigentes das mais importantes e poderosas economias mundiais comprometeram-se a evitar “desvalorizações competitivas” das suas moedas.
Entretanto, a pensar no caso da Irlanda, embora sem a nomear, os ministros das Finanças de cinco países europeus - Alemanha, França, Espanha, Itália e Reino Unido - emitiram uma declaração à margem da Cimeira do G20, que se destinava a tentar recuperar a confiança dos mercados, inquietos com a situação política e financeira irlandesa.
A reunião do G20 serviu ainda para os líderes mundiais se comprometerem de que tudo farão para garantir o êxito da conferência mundial sobre clima, que irá decorrer em no México, no final deste mês, a qual se destina a limitar o aquecimento do planeta.
No final da cimeira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, – que irá assumiu a presidência do G20, - comprometeu-se a desempenhar as funções com “responsabilidade e realismo”, embora admitindo que os objectivos que irá enfrentar são “colossais”.
O G20 integra as economias de 19 países (Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, EUA, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Reino Unido, Turquia) e a União Europeia.

Conferência Nacional da OJM: Caravanas juvenis a caminho de Ulónguè


VÁRIAS caravanas juvenis estão desde ontem em marcha rumo a Ulónguè, distrito de Tsangano, em Tete, epicentro da VI Conferência Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM).
Maputo, Sábado, 13 de Novembro de 2010:: Notícias

A reunião começa segunda-feira e termina quinta-feira com a eleição do novo secretário-geral da agremiação.Fontes da organização disseram ontem à nossa Reportagem que todas as delegações deverão estar em Ulónguè até amanhã. Grupos de avanço já lá se encontram a preparar as condições de alimentação e alojamento para os delegados e convidados à conferência.
O secretário-geral-cessante da OJM, José Patrício, afirmou que o evento começará com a reunião do Conselho Central, órgão que irá aprovar os documentos a submeter à conferência. Seguir-se-á depois a conferência nacional propriamente dita, em que se espera tomem parte mais de 600 participantes dentre delegados e convidados nacionais e estrangeiros.
“São várias as organizações juvenis e singulares que manifestaram o desejo de, não sendo membros, acompanhar a OJM neste evento que se pretende momento de festa e de alegria, momento de exaltação dos valores da juventude moçambicana; de reforço da unidade nacional, da auto-estima e da promoção da cultura de paz e de trabalho”, disse José Patrício.
A fonte acrescentou que a conferência de Ulónguè é o culminar de um longo processo de revitalização dos órgãos da OJM da base ao topo. No decurso da mesma serão revistos os estatutos da organização e o programa para o quinquénio 2011/2015 e serão eleitos o novo Conselho Central, cujo número de assentos foi elevado de 55 para 87 membros, o presidente e o vice-presidente do Conselho de Jurisdição Nacional e paralelamente serão levadas a cabo várias actividades político-culturais, recreativas e desportivas. Prevê-se igualmente o plantio de mais de 500 árvores de fruta.